Em defesa da vida de toda a sociedade

Por MPP Escola do Povo

EM DEFESA DA VIDA DE TODA A SOCIEDADE

Ao fechar a primeira semana de distanciamento controlado, o RS tem aproximadamente 5 mil casos e quase 170 mortes por causa do coronavírus. A defesa de ampliação do isolamento social deve ser defendido por todos os setores e junto a isso precisamos exigir que as medidas adotadas pelo governador Eduardo Leite possam garantir a saúde, a segurança e a proteção de todas as trabalhadoras e trabalhadores.

O documento que circulou informalmente nas redes sociais, nos últimos dias, demonstra que a SEDUC segue a linha de trabalhar sem dialogar com o Sindicato e a categoria. O governo, na contramão daquilo que diz, prepara um documento sozinho, sem conversar com nenhuma entidade da área da educação. Os países que já retomaram as atividades de ensino já constataram o aumento do número de pessoas infectadas, o que exige de nós, ainda mais cautela, pois estamos ausente de uma articulação nacional tanto para saúde quanto para educação.

Apesar de criticar o Presidente, Leite segue alinhado a Bolsonaro! O governador do RS foi um dos primeiros a declarar publicamente o apoio ao congelamento dos salários do funcionalismo público. O enfrentamento político à agenda de Leite, Bolsonaro e Guedes exigirá a unificação do conjunto do funcionalismo, da CUT e das outras Centrais. Todas as entidades sociais e sindicais devem cobrar do governo federal a agilização do pagamento do auxílio as pessoas mais necessitadas e programas que possam oferecer segurança e proteção social.

O CPERS deve ser protagonista na garantia do direito à vida de toda a comunidade escolar e para aceitar o retorno das atividades presenciais precisa saber das condições reais de trabalho. Devemos instituir um grande Comitê de Crise liderado pela Direção Central para avaliar as condições reais de cada Núcleo. E diante da completa ausência de diálogo, devemos, elaborar o nosso Protocolo de retorno as aulas considerando a infraestrutura, o financiamento, o pedagógico e a articulação com o sistema de saúde.

Um Protocolo em defesa da vida deve considerar também a dignidade das trabalhadoras e trabalhadores. O Escola do Povo apresentou a bancada estadual do PT uma proposta de Projeto de Lei para suspensão dos juros e moratória dos empréstimos feitos pelas educadoras e educadores no BANRISUL. É preciso dar um basta na exploração das trabalhadoras e trabalhadores em educação. Chega da exploração feita pelos bancos, inclusive a do BANRISUL. Não é justo pagar juros por atrasos ocasionados pelo próprio governo!

CONCLAMAMOS o CPERS Sindicato a iniciar uma campanha para exigir à MORATÓRIA de todos os empréstimos e exigir juro zero. É o governo quem deve assumir os juros decorrentes do atraso dos salários e não as educadoras e educadores, que uma das categorias mais mal pagas de nosso estado.

MOVIMENTO POPULAR PEDAGÓGICO – ESCOLA DO POVO

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