Os educadores, o CPERS e a conjuntura

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Por MPP Escola do Povo

OS EDUCADORES, O CPERS E A CONJUNTURA

Na semana em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes por causa do coronavírus, o Presidente editou um decreto ampliando as atividades consideradas essenciais. No RS, Leite cedeu à pressão do setor empresarial e permitiu a abertura de escolas privadas. Diferentemente do que dizem, para eles em primeiro lugar está o lucro e não a vida.

A redução das taxas de lucro tem aprofundado ainda mais a crise do capitalismo, mas, ao mesmo tempo ele aprofunda a exploração sobre as(os) trabalhadoras(es) retirando seus direitos básicos. Para isto recorre a governantes de extrema direita, como Trump e Bolsonaro, este com claras inclinações golpistas e fascistas. A democracia está ameaçada em nosso país, assim como a vida das(os) brasileiras(os), por um governo que debocha da morte de milhares de vítimas da pandemia. Por isto a luta contra as difíceis condições salariais da categoria, atrasos e parcelamentos deve ser levada junto a DEFESA DA DEMOCRACIA e do afastamento de Bolsonaro. Sem democracia a luta será muito mais difícil e a exploração se aprofundará.

Uma entidade com a expressão do CPERS precisa ter mais presença nesta luta e ao lado das demais categorias e das Centrais Sindicais, deve assumir a defesa da vida, de viver com dignidade e contra a lógica do capitalismo predador e exploratório.

A pandemia expôs a precariedade das escolas e das nossas condições de trabalho e nós acabamos naturalizando e convivendo com isto. Não podemos mais aceitar estas condições. No pós-pandemia só podemos trabalhar em escolas que ofereçam condições básicas de limpeza e higienização, incluindo os banheiros.

Na volta as aulas temos que chamar mães e pais para dentro da escola e juntos discutir as condições de retomada das atividades presenciais. Diante disso precisamos incentivar e apoiar a organização de mães, pais, alunas e alunos para que tenham protagonismo maior na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade na escola pública.

É preciso dar um basta na exploração das trabalhadoras e trabalhadores em educação. Chega da exploração feita pelos bancos, inclusive a do BANRISUL. Não é justo pagar juros por atrasos ocasionados pelo próprio governo. Temos de exigir à MORATÓRIA de todos os empréstimos e exigir juro zero. É o governo quem deve assumir os juros decorrentes do atraso dos salários e não as educadoras e educadores, que uma das categorias mais mal pagas de nosso estado.

Enquanto a pandemia perdura, não devemos reduzir a educação a tarefa de transmitir conteúdos e realizar tarefas, temos que debater e conversar sobre o tipo de escola e de educação que queremos. Temos que fortalecer nossos vínculos enquanto classe trabalhadora, ampliar nossa relação com mães, pais, alunas, alunos e junto com as(os) demais trabalhadoras(es), lutar pela Democracia, resistindo e enfrentando o fascismo.

Boletim 1 – 15 de maio de 2020

MOVIMENTO POPULAR PEDAGÓGICO ESCOLA DO POVO

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