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A luta não dá trégua: educação antirracista e democracia.

Imagem do site Lunetas

Por Lázaro Evangelista (*)

É sábio que o Brasil desde a sua formação, enquanto nação, até a contemporaneidade é um dos países que, em decorrência da omissão do Estado e por intermédio de políticas que beneficiam uma parte da população, tem uma das maiores assimetrias sociais e desigualdades em todo o mundo. Tais desigualdades são sentidas e eclodem substantivamente em determinados sujeitos que não possuem os padrões hegemônicos estabelecidos pelos grupos que detém o poder econômico e político.

Estes grupos, ao invés de utilizar seus privilégios com a perspectiva de auxiliar o desenvolvimento social e político do país, utilizam estratégias sórdidas para destruir direitos dos cidadãos e, principalmente, atacar uma das vias que pode auxiliar de forma potente o combate contra assimetrias sociais, bem como oferecer melhores condições para que haja relações mais equânimes na sociedade, o campo da educação.

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A Escola durante e pós-pandemia

 
Por Guiomar Terra Batú dos Santos

 

Dois mil e vinte. O verão,quase brasa, sai de cena e dá lugar ao outono assombroso, tenso, em que quase passou despercebida,a dança das folhas multicores ao vento, deixando as árvores desnudas. Desnudas as árvores, e as gentes. Desnudos todos nós de nossas certezas tão incertas, assistimos, estupefatos, à humanidade sendo devorada por um vírus minúsculo a desafiar todos os avanços da ciência.

O medo ronda as casas, arrebata vidas. A pandemia se agiganta mundo afora, sem limites, sem fronteiras.

No Brasil doente, desordenado, pandemônio, aprofundam-se enfermidades múltiplas: o coronavírus rasga a terra em sepulcros; a derrocada da democracia vai se naturalizando; a economia chafurdando, empobrecimento e miserabilidade com mais de 40 milhões de pessoas ganhando a vida na informalidade, mais de 12 milhões de desocupados.

O inverno gélido no torrão gaúcho é demarcador da realidade social – conforto, prazer, bons vinhos para alguns, agonia, flagelo para muitos.

O bom senso faz-nos reclusos, um tanto sepultados, sem poder transitar, sem abraçar, sem beijar, sem um aperto de mão sequer.

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Contribuições para o debate sobre os protocolos apresentados pelo governo do estado

Por MPP Escola do Povo

A importância da escola ficou explícita durante este período de isolamento social e de suspensão das aulas. Por isso, o Movimento Popular Pedagógico Escola do Povo propõe que, antes de pensarmos em voltar às aulas presenciais, temos que refletir sobre o que aconteceu com as comunidades escolares nestes meses. As medidas que foram tomadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e seu Secretário de Educação, Faisal Karam foram realizadas sem diálogo e sem o envolvimento com as entidades vinculadas a educação.

A maior parte das atividades produzidas e enviadas pelo professorado, no calor das emoções e da pressa, priorizaram o conteúdo em lugar do pensamento. Num período em que o importante deveria ser o pensar, conviver, agir e adaptar a esta nova situação, aprender dela para crescermos todas e todos juntos. E esta oportunidade se perdeu e está se perdendo com as exigências burocráticas da SEDUC, sobretudo a partir das orientações procedimentais acerca das aulas remotas (não presenciais) e do Plano Emergencial de aulas não presenciais por meio dos Relatórios das Aulas Programadas de março até abril, que não são mais que tabelas, planilhas, números que servem apenas para prestar contas à sociedade que algo foi feito. Com isso o governo desconsidera que grande parte das e dos estudantes não tiveram acesso à educação por questões estruturais (a falta de equipamentos adequados, sem sinal de internet), por questões econômicas, e por questões de saúde (da proteção sanitária à saúde mental).
 
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Em defesa da vida de toda a sociedade

Por MPP Escola do Povo

EM DEFESA DA VIDA DE TODA A SOCIEDADE

Ao fechar a primeira semana de distanciamento controlado, o RS tem aproximadamente 5 mil casos e quase 170 mortes por causa do coronavírus. A defesa de ampliação do isolamento social deve ser defendido por todos os setores e junto a isso precisamos exigir que as medidas adotadas pelo governador Eduardo Leite possam garantir a saúde, a segurança e a proteção de todas as trabalhadoras e trabalhadores.

O documento que circulou informalmente nas redes sociais, nos últimos dias, demonstra que a SEDUC segue a linha de trabalhar sem dialogar com o Sindicato e a categoria. O governo, na contramão daquilo que diz, prepara um documento sozinho, sem conversar com nenhuma entidade da área da educação. Os países que já retomaram as atividades de ensino já constataram o aumento do número de pessoas infectadas, o que exige de nós, ainda mais cautela, pois estamos ausente de uma articulação nacional tanto para saúde quanto para educação.

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Os educadores, o CPERS e a conjuntura

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Por MPP Escola do Povo

OS EDUCADORES, O CPERS E A CONJUNTURA

Na semana em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes por causa do coronavírus, o Presidente editou um decreto ampliando as atividades consideradas essenciais. No RS, Leite cedeu à pressão do setor empresarial e permitiu a abertura de escolas privadas. Diferentemente do que dizem, para eles em primeiro lugar está o lucro e não a vida.

A redução das taxas de lucro tem aprofundado ainda mais a crise do capitalismo, mas, ao mesmo tempo ele aprofunda a exploração sobre as(os) trabalhadoras(es) retirando seus direitos básicos. Para isto recorre a governantes de extrema direita, como Trump e Bolsonaro, este com claras inclinações golpistas e fascistas. A democracia está ameaçada em nosso país, assim como a vida das(os) brasileiras(os), por um governo que debocha da morte de milhares de vítimas da pandemia. Por isto a luta contra as difíceis condições salariais da categoria, atrasos e parcelamentos deve ser levada junto a DEFESA DA DEMOCRACIA e do afastamento de Bolsonaro. Sem democracia a luta será muito mais difícil e a exploração se aprofundará.

Uma entidade com a expressão do CPERS precisa ter mais presença nesta luta e ao lado das demais categorias e das Centrais Sindicais, deve assumir a defesa da vida, de viver com dignidade e contra a lógica do capitalismo predador e exploratório.

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O país dos idosos descartáveis

Por Valdete Moreira (*)

No RS o governador Eduardo Leite, não diferente de Bolsonaro, aprofunda a miséria de educadoras e educadores aposentados no momento em que mais precisam ser cuidados e atendidos em suas necessidades básicas. A grave crise sanitária mundial escancarou ao mundo o lugar que o idoso ocupa na sociedade brasileira.
Diante de um cenário atual que traz condições de vida e existência até então inimagináveis para boa parte de nós, não podemos nos furtar a debater sobre os setores da sociedade mais vulneráveis e que têm sentido de maneira muito mais violenta as restrições impostas por este contexto de pandemia.”

Leia o texto completo: https://www.brasil247.com/bl…/o-pais-dos-idosos-descartaveis

(*) Valdete Moreira. Secretária de Formação Política no CPERS Sindicato